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Fox-Time

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Luar na Praia

18.06.25

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( música de acompanhamento à leitura, do último post, no rodapé )

Há momentos na vida que parecem ser desenhados pelas mãos do destino,
onde o cenário, a companhia e as emoções se alinham de forma perfeita.


Depois de um dia comum decidiram jantar num restaurante acolhedor,
escondido numa rua tranquila da cidade.

Naquele ambiente era intimista, a luz das velas dançava sobre a mesa ao
sabor de uma brisa suave.
O vinho, de um rubi intenso, aquecia-lhes os sentidos e cada garfada do jantar
parecia um convite para algo mais profundo, mais intenso. 

Cada toque de mãos sobre a mesa, cada olhar trocado,
era como uma promessa silenciosa do que viria a seguir.

A cumplicidade entre eles era palpável,

Saíram do restaurante mergulhando na noite que envolvia a cidade numa aura misteriosa.
A lua cheia dominava o céu e um leve nevoeiro começava a brincar nas ruas envelhecidas.

Ele, com um sorriso malicioso, sugeriu uma ida à praia e Ela, já rendida à atmosfera mágica
da noite, não hesitou, oferecendo-lhe um leve, maroto e concordante, beijo.


O carro deslizou tranquilamente pela estrada, o caminho preenchido por silêncios confortáveis
e troca de olhares, no rádio uma música suave que parecia acompanhar o ritmo dos corações,
até chegar à orla, onde o mar sussurrava segredos à lua.

Estacionaram perto das dunas e ficaram sossegados por um momento,
apenas a ouvir o som das ondas a quebrar o silêncio da noite.


Sem dizer uma palavra, ele aproximou-se dela e as mãos dele percorreram-lhe o rosto,
os cabelos, os ombros, cada curva dela, como se fosse a primeira vez,
provocando-lhe naturalmente, tornando a respiração dela mais pesada, mais rápida,
enquanto os lábios dele procuravam os dela num beijo que começou suave
mas rapidamente se transformou em algo mais urgente.

As mãos dele exploravam, iam ao encontro da sua intimidade,
desbravando a resistência fingida que só acrescentava densidade ao ar já escaldante
que embaciava cada vez mais os vidros do automóvel.

A paixão deles era crua, intensa, feita de suspiros e gemidos,
abafados pelo mar...provavelmente...


O interior do carro tornara-se um refúgio de paixão.
Cada gesto era carregado de uma fogosidade que seria um segredo partilhado
apenas entre eles e aquela noite. Somente a lua curiosa espreitava
pelas janelas embaciadas, testemunhando o amor que ali se consumava
com uma intensidade quase primitiva.


Quando finalmente descansaram, ainda entrelaçados,
sentiram-se mais vivos do que nunca.
A praia encontrava-se deserta e o nevoeiro começava a dissipar-se.

Dentro deles morava uma certeza, a certeza de que o amor verdadeiro
não se mede em tempo percorrido, mas pela profundidade dos momentos
partilhados ao longo do tempo.


Enquanto regressavam a casa, riam-se, de gargalhada em gargalhada,
sabendo que aquela noite ficaria gravada nas suas memórias como
uma celebração da paixão que os unia, porque o amor é tão intenso,
quanto o permitirmos ser.

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