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Fox-Time

If only...we understood Love...

Fox-Time

If only...we understood Love...

Miúda Minha

27.03.20

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Tinha-se deixado conduzir pelo apartamento, seminua, como se não habitasse ali,

Era tão estranho estar a ser levada para um sitio que parecia ser desconhecido, dentro da sua própria casa,
como se tudo fosse irreal, um sonho do qual ia acordar a qualquer momento, mas que por enquanto, só queria que durasse.

Ele virou-a para si. Beijou-a na testa. Depois, na boca. Um beijo longo que a fez suspirar.
Afastou-se um pouco.

"Anda...tira ..." - sorria-lhe. - " tira...quero ver-te..."

Apesar da loucura inicial vivida na sala, em que o Papa Figos do Douro, a par das substâncias inaladas por brincadeira e
durante a qual ele lhe havia tocado, sentido sem pudor como estava molhada, a lingerie preta permanecia vestida,
tal como os saltos altos
que ela comprara de propósito para aquela noite, tão aguardada.

Lançou-lhe o olhar típico dela, a mistura de menina-mulher que o inquietava, algo que emanava dela, algo que nem ela sabia definir,
mas que claramente tinha efeitos perversos sobre ele.
Lentamente, de lado virada para ele, ciente de todos os movimentos, fez descer a peça de lingerie pelas ancas até que a mesma 
caísse para o soalho.
De seguida, colocou-se mais de frente e rodou o soutien para abrir o fecho sobre o vale dos seus seios, visivelmente excitados,
a traição
evidenciada pelos biquinhos pontiagudos.
Fez questão de não tirar os sapatos. Sentou-se na cama...cruzou as pernas, apoiou-se, para trás, sobre os cotoveles
e mordeu o lábio inferior.

Dava-lhe gozo ver como ele a olhava.

"Espera um pouco. Já venho..." - e saiu, deixando-a a aninhar-se nos lençóis, de barriga para baixo

Percebeu que ele fora à cozinha e ao frigorífico.
Ummm, afinal não foi só o liquor para os aperitivos que pôs lá...- ponderou.
Remexeu-se na cama, o corpo nu roçando contra o lençol.
Não tardou até sentir o efeito do peso dele no colchão.

Umm..,que estranho, o que é que...só pode ser coisa dele...
Passou a língua pelos lábios secos, humedecendo-os.
Mantinha os olhos fechados, fazendo de contas que estava sonolenta.
Tentou mover as mãos, mas...um tecido que envolvia-lhe os pulsos, barrou-lhe os movimentos.
Ele está a amarrar-me à cama! - e os pulmões dela por instinto, sugaram o ar mais força.

Fazia-o de forma ligeira e ela entendeu que podia sair daquela situação facilmente, mas isso iria frustra-lo
e verdade seja dita,
a curiosidade prendia-a ali. Já tinha imaginado um cenário assim...
O cheiro dele invadia-a, excitava-a cada vez mais, nunca tal sucedera com tanta facilidade.

Virou-se para o encarar mas logo um lenço, negro, delicado, foi-lhe colocado, retirando-lhe a visão.

" Abre a boca miúda! "

" Não! " - Disse ela, daquele jeito que o provocava.

Agora, as mãos delicadas tocavam-lhe no queixo, forçando-a a abrir a boca e tal como era seu feitio,
cerrou os lábios com força, mas não resistiu quando ele passou o polegar por eles,
para depois empurra-lo
para dentro da sua boca, fazendo-a sentir vontade de mordê-lo,
ao mesmo tempo que uma quentura familiar fazia-se sentir nos outros lábios, mais abaixo.


" Eu disse para abrir..." - novamente a voz dele comandou, firme, mas ao mesmo tempo,sedutora.

Algo tocava-lhe nos lábios. Tentou, sem sucesso, desviar-se.
Sem alternativa, provou o que lhe era oferecido.
Era doce, a textura levemente áspera.
Sorriu, diante a criatividade do seu amante e tentou enrolar a língua na fruta para mordê-la, mas ele afastou-a.

" Ahhhh, agora já queres? " - perguntou maliciosamente.

Não lhe deu logo a fruta e quando o fez, o seu gosto vinha diferente, levemente ácido.
Percebeu que ela havia sido molhada em alguma bebida, que não consegui logo identificar.
Mordeu com afinco e o caldo grosso da fruta escorreu pelo canto da boca
enquanto ela circulava a língua na tentativa infrutuita de alcançar tudo.

Foi então que sentiu a língua quente dele percorrer os cantos da sua boca, lambendo-os.
Engoliu o pedaço da fruta rapidamente na esperança que aquela boca que tanto desejava se encontrasse com a dela,
mas não...

Havia outro pedaço de fruta carregada de uma espuma adocicada e cremoso.
É bom...
Queria perguntar-lhe o que era...mas depois...naquele momento a única coisa que
desejava ardentemente era prová-lo...a ele...não ao creme !

Só que, ele parecia ler-lhe o pensamento e limitava-se a brincar com amora, afastando-o da sua boca, fazendo-a de tonta.
Ouvia o risinho dele, divertido com o que a brincadeira lhe provocá-ra.
Finalmente, beijou-a, e para sua surpresa quase se engasgou quando ele deixou um líquido borbulhante escorrer da sua boca para a dela.
Meio atrapalhada tentou engolir tudo, mas era demais.

Espumante doce! Umm...o sabor era do espumante !
Mais uma vez, ele lambia-lhe os cantos da boca.

" Pára com a tortura! Sabes como te quero! "

" O quê...preferes...o gosto a mim? - perguntou, suavemente.

" Simm...quero...tanto! "

" Só mais uma..." - provocava-a.

Não usou as mãos para lhe dar a amora seguinte.
Os dentes de ambos tocaram-se quando ela lhe tentou roubar a fruta que estava entre eles,
fazendo-o afastar-se ligeiramente, permitindo a ela erguer a cabeça para tentar alcança-lo.
Finalmente consegui beijá-lo e as bocas afoitas dividiram a pobre amora.
Chupou os lábios dele rudemente, a sua língua afundando-se, vasculhando cada canto e roubando-lhe a respiração.

"Ahh...sim...vem...vem...quero-te..."

Sentia perfeitamente o seu corpo nu sobre o dela, insinuando-se, deixando-a senti-lo, fazendo a sua tesão procurar a dele,
levando-a a abrir um pouco mais as suas pernas para que ele se acomodasse melhor.
Ele então abandonou a boca para distribuir pequenos beijos pelo pescoço, orelhas, ombros, todos aqueles pequenos lugares
que a deixavam louca de desejo.
Mordiscou um dos meus mamilos lentamente e ora beliscava, ora lambia, a carne sensível,
até que ela estava tão enrijecida que chegava a doer.
Então, soprou a pele molhada e um arrepio involuntário percorreu-lhe a espinha. sendo impossível conter os suspiros
enquanto lhe agarrava pelos cabelos despenteados.
Ele desviou a sua atenção para a barriga e ela sentiu que ele se valia novamente do champanhe,
derrubando uma boa dose sobre ela, provando cada milímetro de pele.

Meu Deus,como é bom...como é fodido sentir-me assim!
Quase que se envergonhava do grito que deixou escapar quando os lábios dele lhe envolveram o sexo.
Era tão bom, e ele fazia-o tão bem, a sua língua habilidosa deslizava por cima daquele botãozinho carnudo,
excitado, chupando, contornando, dando-lhe pequenos toques que a fazia tremer descontroladamente.
Os seus movimentos eram calmos e firmes e ela entregava-se, confiava, totalmente, nele.

"Ahh...sim amor...sim...não pares...vai ...não pares! "

Uma de suas mãos segurou a base do seu sexo e ela podia sentir que não iria resistir por muito tempo, que nem desejava isso.
Primeiro um, depois outro...os seus dedos buscavam lugares que só um amante de longa data poderia saber
e ele sabia exactamente onde tocar e ela, mais uma vez, deixava-o ir mais além.

Já imaginava o sorriso dele ao vê-la despertar diante de suas carícias ousadas, fazendo os seus músculos contraírem-se.
O prazer tornou-se insuportável e ela explodi na boca dele, sem conseguir controlar-se, sem querer controlar-se.
Arqueava-se e empurrava a sua intimidade de encontra à boca dele.

Por fim, deixou cair-se sobre o colchão, braços pesados,esticados acima da sua cabeça, para cima das almofadas.
Sentiu que ele se debruçava novamente sobre o seu corpo...esperava-o.
Ele não pararia ali.
Ela sabia.
Desde o início.
Queria prová-lo.
Queria-o de qualquer maneira...

" Eu... ahhhhh..." - o corpo dela contorcia-se, ansioso pelo toque dele.
" Eu quero-te!...Agora...dentro de mim !

Não aguentando mais. Queria tanto unir-se a ele, tê-lo só para si.

Guiou-o para dentro dela ao mesmo tempo que lhe acariciava a dureza.
Achava incrível a forma como o seu corpo respondia ao dele, arrancando gemidos abafados da garganta
à medida que o ritmo da penetração aumentava, o corpo dela cedendo às investidas do seu amante.

" Deixa-me pôr em cima de ti...quero..."

Ele ajudou-a a sentar-se ao seu colo e continuaram a mover-se, estabelecendo um ritmo cadenciado,
ela, agora acostumada à sensação de ser preenchida totalmente por ele, afundava os seus quadris de encontro aos dele,
arrancando-lhe gemidos longos.

De repente, ele fez-a parar.
As suas mãos alcançaram-lhe o rosto, afastando os cabelos longos húmidos da testa.

" Tu és tudo para mim..." - disse, enquanto os dedos dele passeavam, lânguidos, pelo seu queixo, pelos lábios.

Moveu o rabo sobre o colo dele, mãos enroscadas no cabelo, torcendo-os entre os dedos e ele respondeu
ao seu olhar voltando a mexer-se.

" Sou tua...só tua..."

O seu sexo roçava deliciosamente contra ele e aquilo foi suficiente para que ela se viesse mais uma vez,
cabeça tombando sobre o ombro dele, procurando apoio, enquanto a respiração falhava por um momento.
Erguia-se e apoderava-se dele, movendo-se de forma quase selvagem, vindo-se de forma quase continua,
molhando-o completamente, e, como não podia deixar de ser, facilmente apercebesse do aumentou de ritmo,
para em seguida senti-lo estremecer violentamente, enchendo-a.


Abraçaram-se.

Então...era isso...
Eram um do outro.
Sentia, que ele a pertencia. Sentia que ela, também era dele.

"Ummm...que noite amor...que doido que tu me saíste. Nunca me senti assim com ninguém. Tiras-me do sério! "
Ria-se livremente, feliz, inteira, cúmplice.
" Que noite ??? " - era a vez dele de brincar - " Ainda não terminou..."

Acompanhou o olhar que ele lançou até onde se encontravam as amoras pretas, caprichosamente arrumados numa tigela,
mais o chantili, dois flutes e a garrafa de espumante num balde com gelo, onde, curiosamente, o lenço preto tinha mergulhado.
Sorriu e aninhou-se nele.
O tempo estava de folga.
Afinal, a noite estava apenas a começar.

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